DESABAFO (?)

Medo. Um medo devastador me consome, me impedindo de dormir, de comer e, pior de tudo, está me impedindo de pensar. Não sei, pela primeira vez em toda minha vida, o que vai acontecer; pela primeira vez vivo de verdade, me arrisco, vou atrás de algo sem tentar antecipar todos os resultados e manipular tudo a meu favor nem desisto por ver que as chances de tudo dar errado são maiores. O medo de perder é cada vez maior, um ego super inflado como o meu não sabe como lidar com a rejeição. É impossível para mim saber quais serão as consequências caso as coisas não aconteçam como eu desejo, e volto novamente ao medo. O medo em sua forma mais pura, o medo que me impede de fechar os olhos, o medo que grita em minha cabeça quando estou sozinho. Assim estão sendo meus últimos dias, todos eles. Todos os dias que se seguiram depois de eu tomar a decisão, que parecia simples no momento, de sentir e não racionalizar. É tudo muito novo para esse pobre autor que redige suas futuras memórias de uma possível decepção ou a insegurança anterior a conquista do maior e mais belo objetivo de toda sua vida. Pois é, viver é difícil, ainda mais para quem tenta começar a fazê-lo após os vinte anos de idade, o que provavelmente é natural para aqueles que praticaram desde o nascimento é o verdadeiro inferno para mim. Talvez eu esteja cometendo um erro tentando escapar da minha natureza sociopata. Talvez seja verdade que ninguém mude, por outro lado vem a confusão causada pelo medo anteriormente citado, vejamos o lado bom, sentir esse medo tão intenso talvez seja um indício de que sou humano, coisa que eu até pouco duvidava, e duvidava muito. Mas aceitar o fato de que eu possa ser humano só me faz sentir mais o maldito medo, me sinto vulnerável, sou a fraqueza em pessoa no momento. As palavras colocadas no papel não são mais armas como o de costume, não existem indiretas, não existem insinuações, não há nada implícito… Só fica um desabafo. Um desabafo inadequado. Um desabafo antiquado. Algo feito fora de hora. Algo que nunca será lido por ninguém. Então qual a razão de tentar escrever assim? É bem mais simples do que parece a resposta para essa pergunta, essa é minha fuga. Enquanto outros bebem, se drogam ou coisas do tipo, eu fujo para cá, me escondo em meu mundo, tento escrever sejam confissões, pedidos de desculpas, declarações de amor, auto proclamações de minha liderança mundial… Esse é apenas mais um dos muitos textos que nunca chegarão ao seu destino. Como sempre sobre mim mas nem sempre para mim.




._.
January 18, 2010 at 07:58
õ,Õ
kd o povo comentando???
January 19, 2010 at 12:48
Tá tudo dando, bando de inúteis. u_ú
January 19, 2010 at 12:50
Gostei… atrasado mas lí… bjos é muito digno de aplausos!!! bjos…
February 24, 2012 at 04:47