Oh, look at the time…. The big hand says Fuck, and the little hand says Off… Good thing there's not a second hand. I'm goin' in.

Nacionalismo, hell yeah, man!! wtf?? o.õ

Considerações prévias à leitura:

1.Estou puto.

2.Odeio futebol.

3.Não persigo minorias, antes fosse uma minoria a raça maldita da qual falarei…

4.Não trago nenhuma novidade em minhas próximas palavras.

Raccoon City Pouso Alegre, June 15th, daylight.
The monsters have overtaken the city…
Somehow, I’m still alive…

Uma manhã qualquer… Algum filho da puta batendo em minha porta.

Me obrigaram a acordar sendo que eu mal tinha começado a dormir. Precisa ir no banco com seu pai, me disseram. Com um humor dos infernos, levantei. Vamos ao maldito banco, fique em silêncio para evitar mais dores de cabeça com conversas insuportáveis pelo caminho e sobreviva.

No carro estava junto comigo apenas meu pai, o trajeto normalmente irritante se torna mais longo quando a companhia é a dele. Acredite. Perto do banco, como sempre, não havia lugar para estacionar o carro. Encostando em uma esquina próxima ao meu destino escutei as dolorosas palavras, vou parar logo ali, perto da praça. Logo ali. Ah, eu, inconscientemente, sabia que esse logo ali me faria passar mais raiva ainda.

Entrei no banco, fui ao caixa eletrônico, fiz o que precisava e, dois minutos após ter entrado, sai. Vamos logo ali procurar o carro estacionado.

Meia hora depois…

Nada. Onde está o maldito carro? Andei o centro inteiro. Fui e voltei do banco até a maldita praça várias vezes, por todos os caminhos possíveis, continuei a fazer isso por cerca de quarenta minutos e nada do maldito carro. Durante essa caminhada forçada é que percebi algo, que não é nenhuma novidade, que tem relação com o título. Mal eram 11 da manhã e já estava cheio de vagabundos com suas cornetas e camisetinhas amarelas compradas em barraquinha de camelô andando gritando pela rua. Os mesmos desgraçados que passam a vida reclamando que o país é uma merda, que só tem político ladrão e todo tipo de encheção de saco imaginável. Só falam mal do país e, milagrosamente, durante a copa do mundo cantam que são brasileiros com muito orgulho. Malditos seres ignorantes… Idolatram tudo que vem de fora e acham lindo dizerem que são patriotas por torcer durante uma partida de futebol e, para piorar ainda mais, por torcer entende-se encher a cara de cachaça no meio do dia e comer churrasco – ou alguma outra comida típica da ralé – com um bando de pé rapado enquanto a televisão está ligada na porcaria do jogo. Mais uma das muitas desculpas para ficarem bêbados e continuarem não pensando. Como amo esse país.

Caso você seja uma dessas pessoas que assistem ao jogo com uma cerveja na mão, amontoado com outros vagabundos da mesma espécie na casa de alguém que tem uma tv de 29 polegadas, pare de ler. Não quero você aqui. Não quero você respirando. Te odeio.

Tento ignorar os desgraçados fazendo barulho com as malditas cornetas de plástico e, do nada, um tiozinho esbarra em mim. Não, não vejo mal em alguém esbarrar em mim, acontece. Mas o imbecil, que provavelmente já tinha começado a beber para se preparar mentalmente para assistir o jogo com os outros idiotas (família, amigos, etc.) começou a implicar comigo. Hoje, de todos os dias, não é um bom dia para me encher o saco. “Tá louco? Tá louco?”, o débil mental repetia com cara de bravo querendo arrumar briga. Eu sem tempo, sem paciência, sem nenhuma experiência em brigas, resolvi a situação diplomaticamente. Quase que educadamente, mandei o cidadão a puta que pariu e continuei andando.

Depois de mais um tempão, quando resolvo ir embora de ônibus e vou pro lado completamente oposto ao que seria teoricamente o “logo ali” ,vejo o carro parado. Muito, mas muito longe de onde havia sido dito que estaria. Meus problemas acabaram? Não… Fiquei ali, em pé – achei o carro trancado, sem motorista – na porta de uma escola. Horário de saída, um bando de animaizinhos descontrolados e barulhentos saem berrando sons guturais irreconhecíveis. É o inferno na terra. Só não é pior do que os idiotas que estavam se preparando para assistir o jogo num boteco qualquer ou na lajem – ou “láji”, como eles dizem tentando fazer um sotaque forçado de carioca. Depois de mais outra hora que acabou minha espera e pude ir embora.

Que lição pode ter sido tirada desse relato? Nenhuma. Nenhuma mesmo.

Sobrevivi a mais um dia no meio de pessoas medíocres que a cada segundo desprezo mais, meu humor continua maravilhoso como sempre. Ainda sou um exemplo de bondade e simpatia, don’t you worry about it…

2 Responses

  1. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Fico imaginando a situação. Não se esqueça que você é feito da mesma materia que esses meros mortais, Calígula!

    June 16, 2010 at 23:36

  2. kely medeiros

    Só posso dizer :

    hahahahahahhahahahahahahahahahahahahahahahahhahahahahahahahahahahahaha

    Ah! E tb dizer q lamento… já fui protagonista de histórias semelhantes. Vividas, são odiáveis, mas ouvidas são excelentes…

    June 16, 2010 at 23:39

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